Talvez para percebermos Roger Scruton, devemos sintetizar primeiro a sua tradução de Burke para o idioma moderno: "o conhecimento de que precisamos para as circunstâncias desconhecidas da vida humana não deriva, nem está contido, na experiência de uma pessoa singular, nem pode ser inferido a priori de leis universais. Esse conhecimento é-nos transmitido por costumes, instituições e hábitos de pensamento traçados ao longo de gerações, através das tentativas e erros de pessoas, muitas das quais morreram durante o correspondente percurso." Trata-se de uma acepção sensata, podemos aprender com os nossos pais, avós e ancestrais, nem que seja pelos seus erros. Numa visão simplista da tese, temos que olhar para trás para perceber o que está à nossa frente. Ignorar os erros de outras gerações, assim, parece o primeiro passo para repetir os seus erros. De certa medida, não creio que ninguém ignore a sensatez de olhar para a história, de interpretar os movimentos da história de mo...